sábado, março 28

Teste...

...pra variar, um dos meus testes de postagem. A forma já funcionou - postar por e-mail -, agora troquei a esttrutura/dinâmica de fazê-lo. Como diria pretenciosamente em ambiente menos formal, entre amigos: "Bora ver se a bagaça funciona".
 
O que não faço para não deixá-los (ok, eu sei, eu sei... "...não os deixar...", negativa antes do verbo pede ênclise... 'Escorregou!' :-p) sem postagens por muito tempo hein?
 
Ao som - definiria melhor com "massageando meus tímpanos" da aveludada Diana (Krall)
 
Brasília, meia-noite de um domingo, na minha varanda, curtindo o meu gene baiano que não tenho Winking smile emoticon  - leia-se:balangando pra cá e pra lá rede [pouco, pois o metro e meio de largura daquela não permite muitas peripécias pendulares]).
 
x    x    x
 
Ah! A dúvida existencial do momento: To netbook or not to netbook?
 
Sugestões?
 
Do errante neocandango, ex-membro hoinorário e visitante da Casa dos Moços Virgens, membro fundador do finado (mas não menos saudoso) Clube dos Cafagestes - Brasília branch, herdeiro da dinastia Boniifácio (um dos vários), e humilde escritor que tecla essas francas idéias...
 
Leandro Coelho
 
P.S. - Depois coloco mais uns títulos. Divertido isso!
P.S.² - Por que diabos alguém ainda usa "PS" em textos digitados? Estilo? Não sei... Mas gosto Winking smile emoticon

segunda-feira, março 23

Chocar...

...é a palavra da vez.

 

Vivo perturbando as meninas que ficam “chocando celular” (fica olhando toda hora, esperando ligarem).

 

Mas tenho de confessar... Estou chocando minha caixa de e-mail L Mas que fique claro! É por um orçamento!!!

 

Eu, esperar alguém ligar... (Fora família, claro) É ruim, hein?

 

LC

domingo, março 22

Jogo Violento x Sexo

"Também há vínculos entre o uso de videogames violentos e número mais alto de parceiros sexuais." De: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/022009/06022009-15.shl

Caraca, então é isso! Era tão óbvio e não percebia... Resolvido, nada mais de jogos violentos pra começar a dar conta de acordar pra ir trabalhar no outro dia na hora certa!


Se alguém que esteja "no queijo" quiser emprestado meus jogos pra ver se arruma mais sex... digo, satisfação com entretimento digital, só avisar!

(ah, mas só se prometer fazer uma coisa de cada vez... E desinfetar os joysticks antes de devolver!)


Definitivamente...

...adoro ver pessoas boas se darem bem.


:-)

Enjoy life babe! U deserve it!!! ;-)

sexta-feira, março 20

E a frase do momento é:

"É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade"

quinta-feira, março 12

Sinceramente...

Pior ofensa

Dizem que a maior agressão a alguém é ignorar sua existência.


O Adonai é um palestrante que tentei levar para minha área anterior no trabalho, para uma atividade de fim de ano. Malogro, mas ficou o contato e os bons textos que envio.

Um dos quais, compartilho com vcs agora.

De: motivacaoemrede@grupos.com.br 

LC

x x x

http://www.msitec.com.br/temp/adonai/wrap.jpg

O GARI


O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?

Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?

Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?

Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'. 

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.


Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida! Respeito: passe adiante!